Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?    
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Joaquim veio me interromper ou interromper-me? Oh, dúvida cruel!

Já reparou como é difícil, às vezes, lembrar-se da posição correta dos pronomes oblíquos átonos?

E quando estamos no meio de um texto (com pressa porque é uma prova), que vale uma vaga em uma universidade e que perderemos um ano inteiro se formos reprovados, a coisa piora.

Por isso, saber a correta colocação dos pronomes oblíquos pode facilitar muito a vida de quem escreve redações.

São três os benefícios na verdade:

  1. Não perder tempo parando para pensar a respeito de qual é a posição correta no momento da escrita
  2. Não perder nota, uma vez que a gramática recomenda certas posições, apesar da flexibilidade no uso
  3. Não perturbar os ouvidos de quem ouve a “pérola” que você produzir (Lembra-se da frase de Jânio Quadros: “Fi-lo porque qui-lo”?)

Para lhe entregar esses três benefícios, este artigo traz um manual completo, com todas as possibilidades de colocação dos pronomes oblíquos átonos.

Você ainda vai saber como fazer a contração do verbo com o pronome de acordo com as regras, as exceções, os casos facultativos e muito mais.

Continue a ler para não perder mais tempo ao escrever e também para garantir um acerto a mais em sua redação.

3 Obstáculos a respeito dos pronomes pessoais do caso oblíquo

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Há três obstáculos que você precisa ter ciência sobre a colocação pronominal, antes das “regras” propriamente ditas:

  1. Posição da gramática sobre a colocação dos pronomes oblíquos
  2. Divergências entre gramáticas e nações na aplicação das regras
  3. Diferenças entre escrita e fala com relação ao uso

Posição da gramática sobre a colocação dos pronomes oblíquos

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A razão de se colocar o pronome oblíquo átono na posição correta é, para a maioria dos gramáticos, por uma questão de som.

Isso mesmo, não é para melhorar a escrita, mas a pronúncia, uma vez que, quando os pronomes não estão na posição correta, tendem a soar estranho ou desagradável na frase.

Tanto é que alguns não se referem a regras para saber posicioná-los, mas sim a um conjunto de procedimentos que visam à orientação a respeito da melhor posição.

Apesar de fazerem essa ressalva, o desvio desse conjunto de procedimentos continua sendo considerado erro nas provas, uma vez que essa orientação consta na gramática.

Divergências entre gramáticas e nações na aplicação das regras

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Assim como as supostas normas de colocação não são unânimes entre gramáticos, também a colocação brasileira diverge da portuguesa.

Isso é até certo ponto normal, já que há uma imensa variação no uso da língua empregada nos textos mais consagrados, justamente em função das divergências estéticas e ideológicas das escolas literárias.

Entre brasileiros e portugueses, as diferenças dão-se pelo fato de a pronúncia lusitana, ao contrário da brasileira, não acentuar palavras átonas em grande parte das vezes.

Por que é importante você saber disso? Porque conhecendo o que a maioria dos gramáticos defende, o risco de algum corretor apontar uma colocação pronominal indevida no seu texto é menor.

Leia também:
3 Coisas Que Você Precisa Saber Quando Usar a Crase

Os procedimentos sobre onde colocar o pronome, apontados neste artigo, estão bem completos porque também levam em consideração essas divergências.

Diferenças entre escrita e fala com relação ao uso

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A nossa fala cotidiana dificilmente leva em consideração as presumidas regras, isso desde a época do surgimento do Modernismo no Brasil.

Veja este poema de Oswald Andrade, por exemplo (grifo nosso):

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.

De fato, iniciamos os períodos com os pronomes átonos na fala como sugere o poema, embora a gramática repreenda esse uso.

Os modernistas já queriam romper com a tradição linguística e implantar uma gramática da fala, atitude essa que não é benéfica para a sobrevivência da nossa língua.

Mesmo ocupando-se de sistematizar o uso, é importante a gramática não ceder às mudanças naturais que ocorrem a todo o instante na língua falada.

Se ela não desempenhasse esse papel, em pouco tempo o português, tal como é hoje, deixaria de existir e passaríamos a falar outro idioma.

Dito isso, vamos entender o que é, na prática, colocação pronominal e quais são os pronomes oblíquos átonos.

→ Sobre essa questão, leia o interessante artigo “Uma questão de bom senso”, de Thaís Nicoleti de Carvalho.

O que é colocação pronominal?

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Colocação pronominal é o correto posicionamento do pronome oblíquo átono com relação ao verbo de uma oração.

Quais são os pronomes oblíquos átonos?

SINGULARPLURAL
PRIMEIRA PESSOAmenos
SEGUNDA PESSOAtevos
TERCEIRA PESSOAo, a, se, lheos, as, se, lhes

Qual a função de um pronome oblíquo?

O pronome pessoal oblíquo atua como complemento de um verbo.

Por exemplo: “Levei-o para passear no bosque”. Nunca diga: “Levei ele para passear no bosque”*, porque ele pertence ao caso reto e atua como sujeito, não como complemento.

Assim como não se deve dizer: “Arranje alguma coisa para mim fazer”*, porque assim acontece o inverso: está-se usando um pronome oblíquo no lugar de um reto.

O correto é: “Arranje alguma coisa para eu fazer”, uma vez que eu é o sujeito do verbo fazer.

Em quais posições o pronome pode ser colocado?

Há apenas três posições possíveis: antes, depois e no meio do verbo. Cada posição possui um nome:

  • Próclise: antes do verbo. Exemplo: “Marta não se esqueceu de tudo depois do acidente”.
  • Ênclise: depois do verbo. Exemplo: “Marta esqueceuse de tudo depois do acidente”.
  • Mesóclise: no meio do verbo. Exemplo: “Amanhã Marta sofrerá um acidente e esquecerseá de tudo”.

A ordem natural é depois do verbo (ênclise), seguindo a ordem verbo-complemento. No entanto há algumas palavras que têm o poder de deslocar o pronome para antes do verbo (próclise).

Também há certos tempos verbais que possuem a condição de conduzi-lo para o meio do verbo (mesóclise).

A seguir, vamos ver todas as circunstâncias que provocam esses deslocamentos do pronome.

Próclise, ênclise e mesóclise

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PRONOME PESSOAL OBLÍQUO ÁTONO

OCORRE A MESÓCLISE

 

1. Quando o verbo estiver no futuro de presente ou futuro do pretérito (e não haja nenhuma palavra de valor atrativo)

Eu amálaei com todo o meu coração pela vida a fora; Carol darmeia um pacote de figurinhas para o meu álbum.

Atenção: Se houver alguma palavra de valor atrativo, a mesóclise pode ser evitada:

Jamais se louvará o indigno; Aquele que pecou não me atirará a primeira pedra.

OCORRE A PRÓCLISE

1. Antes de palavras com o sentido negativo (não, nenhum, nada, nunca, jamais, ninguém etc.)

Ninguém o deixou sair porque não autorizei; Se não vem a minha casa, não me quer na sua.

Atenção: Quando a palavra com o sentido negativo for “não”, o pronome também pode ser deslocado para antes dela:

Isabel o não amou como deveria; A vida lhe não reservou grandes glórias.

2. Antes dos pronomes:

a) Relativos (que, qual, quem cujo):

Fui eu que o demitiu do emprego; Aquele cujas virtudes se mantiverem íntegras, receberá o grande prêmio.

b) Indefinidos (algum, alguém, diversos, muito, tudo, vários etc.):

É provável que alguém se apaixone por você, jovem; Acredite em si, pois vários se deram bem apenas tendo autoconfiança.

 

3. Antes dos advérbios (hoje, ainda, talvez, bastante, certo, longe etc.)

Marina hoje me disse para ir embora; Sempre o encontrei da mesma maneira.

4. Antes das conjunções subordinativas (que, porque, embora, se, quando, conforme etc.):

a) Não ocultas:

Conforme se sabe, tudo no Universo tem causa e conseqüência; Se o ensinares, será menos um ignorante na face da Terra.

b) Ocultas (só integrantes):

Espero (que) o recebas de braços abertos; Peço (que) me diga quanto gastou no restaurante.

 

5. Antes da palavra ambos

Ambos se intimidaram com a presença dos militares; Márcio e Ivan, ambos se torturaram pela mesma garota.

 

6. Antes do verbo no gerúndio antecedido por em

Em se tratando de segurança, a empresa do Geraldo é nota dez; Em nos oferecendo a compra de algum entorpecente, será dada voz de prisão.

7. Nas orações:

a) Exclamativas:

Quanta besteira se diz gratuitamente!; Como o admiram, Leonardo!

b) Interrogativas (iniciadas por palavras interrogativas: o que, quem, quando, onde, por que, como etc.):

Quem lhe disse que nada fora roubado?; Quanto me custou o café e o lanche?

c) Alternativas (ou… ou, já… já, quer… quer, ora… ora, agora… agora, quando… quando):

O cãozinho, ora se assustava com os carros que passavam, ora lhes ia ao encontro; Frieza emocional não é humano: ou nos amamos ou nos odiamos.

d) Optativas [que manifestam desejo]:

Que os bons ventos o levem!; Que as virtudes do espírito o coroem!

OCORRE A ÊNCLISE

1. Em todas as situações em que não seja obrigatória a próclise ou a mesóclise

Roberta entregou-me uma cartinha com um coração; Se o professor disse que vinha, devemos esperá-lo.

 

2. Quando houver uma pausa entre o termo que provoca a próclise e o verbo

Tudoe quando digo tudo, estou falando de escolhas – é-me lícito, mas nada é conveniente; Não, deixe-me ir aonde eu quiser.

 

3. Quando o verbo iniciar o período

Disseme mil elogios antes que eu pudesse falar algo; Entregoulhe um pacote cheio de dólares falsificados.

 

4. Em orações imperativas afirmativas

Tua voz é estridente, cala-te imediatamente!; Vá à venda e traga-me uma dúzia de ovos para o almoço.

5. Quando o verbo estiver no infinitivo antecedido pela preposição a ou por – somente se o pronome for o(s) ou a(s)

Queria continuar a la, mas minha mãe não quis; Por amálo, fui repreendida.

6. Quando o verbo estiver no infinitivo, antecedido por artigo (combinado ou não com preposição)

O adaptarse às condições de temperatura e pressão é condição obrigatória; É pena investirem no envaidarse e não nas coisas do espírito.

7. Em uma locução verbal, com verbos principais no:

a) Infinitivo:

Joaquim veio interromperme.

b) Gerúndio:

Joaquim estava interrompendome.

Atenção: O pronome NUNCA deve prender-se ao particípio:

(Joaquim tinha interrompidome* ou Joaquim tinha me interrompido*)

OCORRE A PRÓCLISE OU A ÊNCLISE (OPCIONAL)

1. Com verbos no infinitivo, não flexionados (exceto nos casos em que é obrigatória a ênclise)

Almejei o sucesso sem nunca alcançálo ou Almejei o sucesso sem nunca o alcançar; É fácil admirálo pelos seus feitos ou É fácil o admirar pelos seus feitos.

 

Atenção: Não confunda o verbo no infinitivo com o futuro do subjuntivo, pois, no segundo caso, a posição do pronome deixa de ser opcional:

Só vou conhecer de fato o caminho quando o percorrer. (NUNCA: Só vou conhecer de fato o caminho quando percorrêlo*).

2. Em uma locução verbal, com verbos principais no infinitivo, antecedidos por preposição – exceto a preposição a ou por se o pronome for o(s) ou a(s)

Joaquim veio a me interromper ou Joaquim veio a interromperme; Deixei de o ajudar quando soube de suas falcatruas ou Deixei de ajudálo quando soube de suas falcatruas.

3. Em uma locução verbal, com verbos auxiliares acompanhados de: (exceto nos casos em que é obrigatória a próclise)

a) Infinitivo:

Joaquim veiome interromper ou Joaquim me veio interromper.

b) Gerúndio:

Joaquim estavame interrompendo ou Joaquim me estava interrompendo.

c) Particípio:

Joaquim tinhame interrompido ou Joaquim me tinha interrompido.

Atenção: Se houver uma partícula que atraia o pronome, usa-se a próclise ao verbo auxiliar:

Joaquim não me veio interromper; Joaquim não me estava interrompendo; Joaquim não me tinha interrompido.

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Leia também:
Como Corrigir uma Redação? Todas as Técnicas Possíveis e Imagináveis Que Você Precisa Saber para Revisar o Seu Próprio Texto

O casamento entre o pronome e o verbo

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Farei aqui uma brincadeira para deixar mais claro a relação entre os pronomes oblíquos átonos com os verbos.

Imagine que o Verbo é um ser extremamente apaixonado pelo Pronome e que vive paquerando-o.

O problema é que o Pronome é apenas amigo do Verbo, pois está indeciso entre outras paixões.

Ou seja, existe uma ligação entre eles, mas um não interfere na vida do outro porque cada um vive a sua vida.

Nessa fase de indecisão do Pronome, ocorre a próclise, na qual ele fica entre o Verbo e a partícula que vem antes do verbo.

No entanto ele está ligado a este, embora não existam laços, isto é, hífen.

Eis que o Verbo consegue conquistar o pronome e passam a namorar. Cada um precisa se adaptar ao outro para manterem um relacionamento agradável.

Eles namoram-se, são ligados um ao outro, modificam-se para se adaptar aos gostos do outro, mas cada um vive em sua casa.

Nessa fase de namoro, ocorre a ênclise, em que o pronome não é mais seduzido por outras partículas, mas vai para depois do verbo, ligando-se a ele por hífen e, às vezes, modificando tanto a si como à terminação do verbo.

O relacionamento fica sério e eles decidem-se casar, pensando em, no futuro, permanecerem juntos.

Passam a morar na mesma casa, modificam-se para se adaptar às exigências um do um do outro e conviverem em harmonia.

Nessa etapa de casamento, ocorre a mesóclise, na qual o pronome vai para dentro do verbo quando este está no tempo futuro e ambos passam a ser apenas um, com as devidas adaptações nas formas de cada um para adaptarem-se à nova vida.

Vejamos agora como fica a união entre eles.

União do verbo com o pronome

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Como foi dito, na próclise o pronome e o verbo não sofrem alterações e não se ligam por hífen.

Já na ênclise e mesóclise, tanto o verbo como o pronome podem ter alterações, depende do pronome terminação verbal.

Os pronomes que podem sofrer adaptações são:

  • o
  • a
  • os
  • as

As alterações que sofrem dependem da terminação do verbo.

  1. Quando o verbo termina em r, s ou z, essas consoantes são retiradas e os pronomes sofrem as seguintes modificações:

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Exemplo com o pronome a:

  • assistir + a = assisti-la
  • comprar + a = comprá-la
  • quis + a = qui-la
  • tendes + a = tendes-la
  • diz + a = di-la
  • fiz + a = fi-la

2. Quando o verbo termina em som nasal (m, õe), os pronomes sofrem as seguintes modificações:

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Exemplos com o pronome o:

  • amam + o = amam-no
  • vendem + o = vendem-no
  • roubarem + o = roubarem-no
  • supõe + o = supõe-no
  • repõe + o = repõe-no
  • compõe + o = compõe-no

Conclusão (Colocação dos pronomes oblíquos)

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Nós vimos neste artigo que há três (grandes) benefícios em se fazer a colocação do pronome oblíquo corretamente:

  1. Não perder tempo em um texto importante como a prova
  2. Não perder nota
  3. Não produzir frases que soem estranhas quando lidas

Ainda vimos que há também 3 (grandes) obstáculos no que diz respeito a determinar a melhor posição para a partícula:

  1. Não há regras, mas sim recomendações; e, ao final, quem manda é o ouvido
  2. Nem os gramáticos nem as nações que falam português seguem a mesma cartilha
  3. Na prática, a fala não corresponde à escrita

Você teve acesso a um extenso catálogo de recomendações para melhor posicionar o pronome e fazer as alterações que ele e o verbo necessitam.

Salve este artigo nos “favoritos” do seu navegador para que você possa consultá-lo sempre que tenha alguma dúvida.

Leia também:
Como Fazer Uma Boa Redação sem Truques

Acredito firmemente que você está saindo daqui não só com uma visão mais ampla sobre as possibilidades da escrita como também com uma técnica diferente, que vai refletir-se nas suas redações.

→ Mas se você quiser realmente conhecer dicas fundamentais para fazer uma boa redação, clique aqui e leia este artigo.

Espero que você tenha gostado e que passe, de verdade, a pôr em prática essas recomendações.

Se isso aconteceu, deixe um comentário e compartilhe com seus amigos nas redes sociais.

Um grande abraço!

Referências:

  • ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática metódica da língua portuguesa. 46 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • ANDRADE, Oswald de. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
  • BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da língua portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
  • CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
  • LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 42 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.
  • NETO, Pasquale Cipro; INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Scipione, 2008.
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Sobre o autor

É profissional de Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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