Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?    
redação - realização do sonho
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“O exemplo ensina mais do que 1000 palavras”. Não foi assim que nos ensinou a nossa avó?

E o que disse o filósofo Sêneca?: “O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso, longo é o caminho através de regras e normas, curto e eficaz através do exemplo”.

Pois bem, pensando nisso, aqui estão 15 exemplos de redação bem escrita e bem avaliada no ENEM dos últimos 5 anos.

Você terá acesso agora às melhores das melhores, selecionadas entre aproximadamente 75 redações.

Elas não têm 1000 palavras como diz a citação, mas foram nota 1000… Então, aproveitem esses excelentes modelos!

Exemplos de redação do ENEM 2015. Tema: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”

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Ver proposta de redação

1-  Por: Laiane da Silva Carvalho – Bahia

(sem título)

Mesmo com a vigência da Lei Maria da Penha, com a criminalização do feminicídio na última década, o aumento percentual do número de mulheres vítimas de homicídio no Brasil persiste. Tipificada pela violência física, moral, psicológica ou sexual, a violação dos direitos femininos tem suas raízes em construções sociais e culturais, incorporadas como legítimas, que precisam ser desfeitas, pois, do contrário, o ideal de indistinção no gozo dos direitos fundamentais do cidadão não se consolidará.

A crença na subalternidade femina é construída socialmente. A filósofa Simone de Beauvoir corrobora isso ao afirmar que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Os dizeres de Beauvoir revelam como a associação da figura feminina a determinados papéis não é condicionada por características biológicas, mas por pré-determinações sociais. Seguindo essa linha de pensamento, é usual, por exemplo, que mulheres que exerçam profissões tradicionalmente associadas a homens, como a de motorista, sofram preconceito no ambiente de trabalho e sejam violentadas psicologicamente.

Além disso, a continuidade de práticas violentas contra a mulher é favorecida pelo que o pensador Pierre Bourdieu definiu como violência simbólica. Nesse tipo de violência, a sociedade passa a aceitar como natural as imposições de um segmento social hegemônico, neste caso, o gênero masculino, causando a legitimação da violação de direitos e/ou da desigualdade. Nesse contexto, urge a tomada de medidas que visem mitigar a crença de que as mulheres são inferiores. Para isso, cabe à sociedade civil organizada, o terceiro setor, a realização de palestras que instruam acerca da igualdade entre os gêneros. Ao poder público, cabe instituir a obrigatoriedade de participação masculina em fóruns, palestras e seminários que discorram acerca da importância do respeito às mulheres.

Procedendo-se assim, casos como o da francesa Olympe de Gouges, guilhotinada na Revolução Francesa por exigir direitos femininos, ficarão apenas como o símbolo de um passado em que os Direitos Humanos não eram para todos.


2-  Por: Anna Beatriz Alvares Simões Wreden

Parte desfavorecida

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo.

Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultural geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuismo dos abusos.

 

Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e 2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres e não são punidos. Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.

A violência contra esse setor, portanto, ainda é uma realidade brasileira, pois há uma diminuição do valor das mulheres, além do Estado agir de forma lenta. Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Governo fazer parceria com as ONGs, em que elas possam encaminhar, mais rapidamente, os casos de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o andamento dos processos. Passa a ser a função também das instituições de educação promoverem aulas de Sociologia, História e Biologia, que enfatizem a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação. ”

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3-  Por: Izadora Peter Furtado

(sem título)

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente, mulheres são vítimas dessa questão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.

Segundo a História, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. Comprova-se isso pelo fato de elas poderem exercer direitos políticos, ingressarem no mercado de trabalho e escolherem suas próprias roupas muito tempo depois do gênero oposto. Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de violência contra as mulheres, corroboram a ideia de que elas são vítimas de um legado histórico-cultural. Nesse ínterim, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos a ponto de enraizar-se na sociedade contemporânea, mesmo que de forma implícita, à primeira vista.

Conforme previsto pela Constituição Brasileira, todos são iguais perante à lei, independente de cor, raça ou gênero, sendo a isonomia salarial, aquela que prevê mesmo salário para os que desempenham mesma função, também garantida por lei. No entanto, o que se observa em diversas partes do país, é a gritante diferença entre os salários de homens e mulheres, principalmente se estas foram negras. Esse fato causa extrema decepção e constrangimento a elas, as quais sentem-se inseguras e sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger as mulheres da violência, tanto física quanto moral, criando campanhas de combate à violência, além de impor leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem. Some-se a isso investimentos em educação, valorizando e capacitando os professores, no intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-estar da sociedade como um todo.


Exemplos de redação do ENEM 2014. Tema: “Publicidade infantil em questão no Brasil”

 

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Ver proposta de redação

4-  Por: Lucas Almeida Francisco – Sergipe

(sem título)

A publicidade infantil tem sido pauta de discussões acerca dos abusos cometidos no processo de disseminação de valores que objetivam ao consumismo, uma vez que a criança, ao passar pelo processo de construção da sua cidadania, apropria-se de elementos ao seu redor, que podem ser indesejáveis à manutenção da qualidade de vida.

O sociólogo Michel Foucault afirma que ‘nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político’. A publicidade politiza o que é imprescindível ao consumidor à medida que abarca a função apelativa associada à linguagem empregada na disseminação da imagem de um produto, persuadindo o público-alvo a adquiri-lo.

Ao focar no público infantil, os meios publicitários elencam os códigos e as características do cotidiano da criança, isto é, assumem o habitus – conceito de Pierre Bourdieu, definido como ‘princípios geradores de práticas distintas e distintivas’ – típico dessa faixa etária: o desenho animado da moda, o jogo eletrônico socialmente compartilhado, o brinquedo de um famoso personagem da mídia, etc.

Por outro lado, a criança necessita de um espaço que a permita crescer de modo saudável, ou seja, com qualidade de vida. Os abusos publicitários afetam essa prerrogativa: ao promoverem o consumo exarcebado, causam dependência material, submetendo crianças a um círculo vicioso de compras, no qual, muitas vezes, os pais não podem sustentar. A felicidade é orientada para um produto, em detrimento de um convívio social saudável e menos materialista.

De modo a garantir o desenvolvimento adequado da criança e diminuir os abusos da publicidade, algumas medidas devem ser tomadas. O governo deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma ‘consciência mirim’, através de meios didáticos a fomentar a imaginação da criança, orientando-a na recepção de informações que a cercam. Em adição, os pais devem estar atentos aos elementos apropriados pelos seus filhos em propagandas, estimulando o espírito crítico deles, a contribuir para a futura cidadania que os espera.


 

5-  Por: Lucas Santos Barbosa – Alagoas

(sem título)

Desde o fim da Guerra Fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumismo desenfreado. Entretanto, as consequências dessa modernidade atingem o ser humano de maneira direta e indireta: através da dependência por compras e impactos ambientais causados por esse ato. Nesse sentido, por serem frágeis e incapazes de diferenciar impulso de necessidade, as crianças tornaram-se um alvo fácil dos atos publicitários.

Por ser uma questão de cunho global, as ações de propagandas infantis também são vivenciadas no Brasil. Embora a economia passe por um período de recessão, a vontade de consumir pouco mudou nos brasileiros. Com os jovens não é diferente, influenciados, muitas vezes, por paradigmas de inferioridade social impostos tanto pela mídia, quanto pela sociedade, além de geralmente serem desprovidos de uma educação de consumo, tornam-se adultos desorganizados financeiramente, ao passo que dão continuidade a esse ciclo vicioso.

 

Diante desse cenário, os prejuízos são sentidos também pela natureza, uma vez que o descarte de materiais gera poluição e mudança climática na Terra. No entanto, o Brasil carece de medidas capazes de intervir em ações publicitárias direcionadas àqueles que serão o futuro da nação, hoje, facilmente manipulados e influenciados por personagens infantis e pela modernização em que passam os produtos. Em outras palavras, é preciso consumir de maneira consciente desde a infância, para que se construam valores e responsabilidade durante o desenvolvimento do indivíduo.

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Dessa forma, sabe-se que coibir a propaganda voltada ao público infanto-juvenil não é a melhor medida para superar esse problema. Cabe aos pais, cobrarem ações do governo – criação de leis mais rigorosas – além de agirem diretamente na formação e educação de consumo dos filhos: impondo limites e dando noções financeiras ainda enquanto jovens. Ademais, as escolas têm papel fundamental nesse segmento. É imprescindível, também, utilizar a própria mídia para alertar sobre os problemas ambientais decorrentes do consumo em larga escala e incentivar o desenvolvimento sustentável.


 

6-  Por: Maria Isabel Viñas – Rio de Janeiro

Amor à venda

A vitória do capitalismo na Guerra Fria gerou muitas consequências para o mundo, sendo uma delas a competição desenfreada das multinacionais por novos mercados. Um dos principais alvos desse cenário são as crianças, indivíduos facilmente manipuláveis devido a sua pequena capacidade de julgamento crítico. Sua inocência é, dessa forma, cruelmente convertida em lucro, fato que não deve ser permitido nem tolerado.

A infância é uma fase de formação e aprendizagem, sendo necessário, portanto, que os bons costumes sejam cultivados. É, também, uma fase em que tudo é novo e interessante. Dessa forma, os produtos apresentados em comerciais inevitavelmente seduzirão meninos e meninas que, por sua vez, passarão a pautar sua felicidade naquilo que podem adquirir.

A ausência cada vez maior dos pais na vida dos filhos é outro fator que torna urgente a intervenção do Estado nos meios de comunicação. A presença constante  o carinho paterno são, hoje, raros às crianças e, cientes disso, tentam compensar o desfalque lhes dando tudo o que pedem, desde carrinhos de controle remoto a iPhones. Mal sabem que o que estão fazendo é fomentar uma indústria que, aos poucos, aprisiona seus filhos ao materialismo e escraviza-os aos gostos do capitalismo.

A proteção das crianças brasileiras quanto às investidas do mercado deve, portanto, ser promovida não apenas pelo Estado, mas também por aqueles que são responsáveis por sua formação. Ao primeiro cabe apresentar projetos de lei que limitem o teor persuasivo das propagandas. Sua aprovação contaria com a aprovação da população. Além disso, disciplinas extras poderiam ser criadas com o respaldo na atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), para que houvesse a conscientização desses ‘pequenos cidadãos’ no que se refere a problemática do consumo excessivo. Vale ainda citar o papel dos pais, aos quais cabe a importante função de ser um bom exemplo, afinal, a verdadeira felicidade não pode ser mediada por elementos materiais e sim pelo amor.


 

Exemplos de redação do ENEM 2013. Tema: “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”

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7-  Por: Taissa Gonçalves Leal

O volante, o lobo do homem

Egoísmo, irresponsabilidade e traços mais do que meramente vestigiais de irracionalidade: essas são as únicas explicações para tentar justificar o que leva uma pessoa que consome bebida alcoólica a dirigir e pôr em risco a sua e tantas outras vidas. A Lei Seca, que recentemente foi implantada no Brasil, tem o intuito de coibir a associação de álcool e direção, e de reduzir o número de mortes causadas por essa associação. Apesar de já mostrar alguns resultados, a lei demanda maior fiscalização, pois é preciso eliminar a atual certeza de impunidade que há no país.

Thomas Hobbes, filósofo inglês, dizia que o estado de natureza humano é um risco à sobrevivência da própria espécie, e que instituições que regulamentem o comportamento e a ação do homem são essenciais para evitar o caos e a extinção da humanidade. A Lei Seca é uma dessas instituições. Mesmo cientes de que o álcool como droga neurodepressora altera a capacidade de raciocínio, reflexo e coordenação motora, muitos motoristas, por comodidade ou por falta de responsabilidade, não demonstram o mínimo apreço ou zelo pela vida quando decidem dirigir após ter ingerido bebida alcoólica.

Apesar de já implantada, a Lei Seca ainda não atingiu seu potencial. É preciso que haja um compartilhamento de responsabilidades entre Estado e sociedade para que os objetivos dessa lei sejam alcançados com maior eficácia. O Estado precisa destinar mais verbas à fiscalização, colocar mais policiais equipados com etilômetros nas vias para que os transgressores da lei sejam devidamente punidos. Também fazem-se necessários investimentos em palestras públicas que mostrem a realidade e o sofrimento de famílias que perderam entes em acidentes relacionados ao uso do álcool, e os sobreviventes cujas sequelas trouxeram dificuldades crônicas para suas vidas. A educação no trânsito deveria ser inserida na grade curricular obrigatória das escolas para que crianças e adolescentes tenham contato e consciência das responsabilidades as quais é preciso ter como motorista, passageiro, ciclista ou pedestre.

Como dizia Hobbes, “o homem é o lobo do homem”. Portanto, a Lei Seca é um mecanismo essencial para que o homem não se torne, ao mesmo tempo, predador e presa da sua própria espécie.


 

8-  Por: Danielli Nunes Gonçalves

Prefira uma dose de responsabilidade

Fim de semana se aproximando, encontro em bares com amigos são certos! Todos em pleno clima de descontração acabam exagerando no consumo do álcool. Após a diversão, muitos – sem o menor pudor – vão embora dirigindo. Algo já proibido por lei. Seria então realmente válido e prudente tomar essa decisão?

Beber e dirigir definitivamente não combinam. Uma vez combinados colocam não apenas a vida do motorista em risco, e sim a de todos aqueles os quais tiverem a má sorte de o encontrar pelo caminho. O número de mortes (muitas vezes de inocentes) em consequência de bebedeiras é alto. A BR-381 – Rodovia da Morte em Minas Gerais – é conhecida pelos elevados índices de acidentes.

O ser humano tem o péssimo hábito e certa tendência em não seguir aquilo que lhe é imposto. Todavia, a “Lei Seca” já proposta pelo Governo Federal deve ser cumprida, e se desobedecida, punições precisam ser efetivadas. A fiscalização deve aparecer com mais vigor, em locais com maior frequência de acidentes causados pelo uso indiscriminado de bebidas.

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Além do governo, a sociedade também necessita cumprir o seu papel. Ter responsabilidade e a consciência de que não se deve dirigir após o consumo de bebidas é essencial.

Seria válido implantar pontos de táxi em lugares estratégicos. Nas embalagens de bebidas alcoólicas poderiam vir acoplados alguns dados referentes a beber e dirigir – mesma alternativa adotada nas embalagens de cigarros. Além disso, as propagandas alertando para o uso do álcool combinado com o volante deve aumentar.

Tudo isso vai se direcionando a um único objetivo: reduzir o número de acidentes causados pelo álcool. As medidas adotadas devem andar lado a lado com a “Lei Seca”, além de atingir tanto um âmbito regional quanto o nacional; almejando por resultados mais satisfatórios e conscientes.


 

9-  Por: Marcelo José Ferreira da Silva

(sem título)

A interação entre o álcool e a direção afeta o bem-estar da sociedade brasileira. Segundo Thomas Hobbes, o Estado surgiu para regular o caos gerado pelos agrupamentos humanos. A partir dessa análise, a Lei Seca cumpre a função de beneficiar a organização coletiva.

De acordo com a pesquisa de uma universidade americana, o consumo de uma lata de cerveja é o suficiente para reduzir a atenção e a autonomia do sistema motor do indivíduo. Dessa forma, os acidentes no trânsito se multiplicam e cessam muitas vidas. Com a lei de tolerância zero para o motorista alcoolizado, o número de infrações começa a diminuir. Logo, os brasileiros se tornam personagens principais no processo de multiplicação da paz ao volante.

Diante disso, a maneira de pensar e de agir em relação a essa famigerada dupla – bebida e direção – é modificada a partir da conscientização. Na noite das principais cidades do país, é cada vez mais comum a presença de cooperativas de taxistas  unidas aos bares a às casas noturnas para melhor atender os frequentadores. Por sua vez, a cidade de Porto Alegre já dispõe de uma linha de ônibus exclusiva durante a madrugada para facilitar o deslocamento dos moradores que saem para a balada. Assim, comprova-se a importância da Lei Seca estar associada a alternativas para a mobilidade.

Dessa maneira, para reforçar os efeitos da lei, o Governo deveria mobilizar a incorporação nos veículos de sensores que impedem o condutor alcoolizado de dirigir – tecnologia que já existe na Europa. Com o apoio do capital privado, o poder público reduziria os impostos e facilitaria o acesso do produto para os motoristas. Tornando obrigatória a presença desses detectores, o Estado promoveria uma grande campanha publicitária para conscientizar ainda mais a sociedade. Somente assim construiríamos um Brasil com um transito mais seguro a todos.


 

Exemplos de redação do ENEM 2012. Tema: “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”

 

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10-  Por: Yárina Rangel – Rio de Janeiro

Catalisador estrangeiro

No final do século XX, o país passou por um período de grande prosperidade econômica que ficou conhecido como “Milagre econômico.”. O otimismo gerado por essa conjuntura traduziu-se em uma frase que permanece, até hoje, na cultura popular: “Brasil: o país do futuro”. O crescente número de imigrantes que buscam terras tupiniquins, porém, revela que talvez o futuro esteja próximo de chegar. Dessa forma, é preciso enxergar a oportunidade de crescimento que tal fenômeno representa e propor medidas que maximizem os benefícios e minimizem os problemas.

Em primeiro plano, deve-se entender que o aumento do contingente populacional gera uma série de problemas para o local de destino. Nesse sentido, a qualidade dos sistemas de saúde, segurança e educação que já não é ideal, no país, torna-se ainda mais precária caso não haja a definição do limite de absorção de imigrantes por cidade. Logo, faz-se necessária a ampliação da fiscalização das fronteiras do país pelas forças armadas para que haja maior controle do número de pessoas que desejam viver no país, além de uma melhor administração do local de destino evitando locais que já apresentam inchaço populacional.

Entretanto, ainda que haja um limite de indivíduos, aqueles que se estabelecem não são inseridos na sociedade e acabam por incrementar o setor informal da economia, quando poderiam contribuir para o crescimento do país, principalmente em setores onde há carência de profissionais, como na construção civil. Para amenizar tal quadro, as ONGs poderiam oferecer cursos de profissionalização aos imigrantes, aproximando-os da dinâmica social do país. Afinal, não basta oferecer apenas água e alimentos como faz o governo no caso da chegada de 500 haitianos no Acre, ano passado.

Torna-se evidente, portanto, que o país precisa administrar de forma mais consciente a expressiva chegada de imigrantes. Com esse objetivo, além das medidas anteriormente citadas, a criação de uma “cartilha do imigrante” ajudaria no estabelecimento desses indivíduos uma vez que eles ficariam cientes de suas possibilidades, sendo papel do governo elaborá-la. Com os imigrantes incrementando não só a cultura como a economia, a reação social de transformação em país do futuro, certamente será agilizada.

Torna-se evidente, portanto, que o país precisa administrar de forma mais consciente a expressiva chegada de imigrantes. Com esse objetivo, além das medidas anteriormente citadas, a criação de uma “cartilha do imigrante” ajudaria no estabelecimento desses indivíduos uma vez que eles ficariam cientes de suas possibilidades, sendo papel do governo elaborá-la. Com os imigrantes incrementando não só a cultura como a economia, a reação social de transformação em país do futuro, certamente será agilizada.


 

11-  Por: Maria Margarida Conan Drehmer – Paraná

O Cidadão-imigrante brasileiro

A fixação do homem à terra: eis o fator primordial ao desenvolvimento das civilizações. A partir do momento que deixou de ser nômade, o homem pôde desenvolver habilidades relacionadas ao cultivo de alimentos e utilização do solo. Contudo, movimentos migratórios continuaram, e suas implicações sociológicas e econômicas repercutem no mundo.

Analisando a história do Brasil, claramente observam-se três grandes fluxos migratórios, entre os quais os dois primeiros foram de fundamental importância para a formação do povo brasileiro. Primeiramente as expedições colonizadoras realizadas pelos portugueses a partir de 1530; em segundo lugar, a imigração de europeus em meados do século XIX, que intensificou-se na medida em que foi necessária a substituição da mão escrava, após a abolição da escravatura em 1888. E, finalmente, estamos diante da imigração de indivíduos pobres, de países subdesenvolvidos, em busca de melhores condições de vida e trabalho no Brasil .

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Apesar de ainda ser um país emergente, o crescimento econômico, alinhado a diminuição da pobreza absoluta e o aumento de oportunidades em uma nação que encontra-se com metade da população na classe C ( a nova classe média), destacam o Brasil no cenário mundial. Esse fato atrai imigrantes de países pobres, como a Bolívia e o Haiti. A grande questão é o tipo de tratamento a ser dado a esse imigrante, que em grande parte das vezes chega em condições de absoluta miséria.

Uma das soluções possíveis seria a criação de programas de auxílio ao imigrante, com verbas previstas em dotação orçamentária federal, e posterior repasse à municípios que mais recebem imigrantes. Dentro dos municípios, o programa seria composto por uma equipe multidisciplinar (médicos, assistentes sociais, advogados), que analisaria cada caso, e tomaria medidas cabíveis para a legalização do imigrante no país, posterior inclusão no mercado de trabalho. Durante esse tempo, o imigrante teria abrigar em casas de abrigado. Medidas assim evitariam acontecimentos como o do grupo de bolivianos que foi encontrado no interior paulista trabalhando em condições análoga a de escravidão, a serviço de uma grande multinacional da área de vestuário.

Por fim, destaca-se a necessidade de um tratamento adequado ao cidadão que, num ato extremo, deixa a própria pátria. A esperança é que nosso país respeite os direitos humanos o princípio da solidariedade entre os povos, e que honre a graciosa forma de povo acolhedor, que teve suas bases construídas pelo imigrante.


 

12-  Por: Matheus Drummond Pereira – Rio de Janeiro

(sem título)

Antigamente, o Brasil era um país de emigração. Em função de seus gargalos econômicos de infraestruturas e mão de obra, muitos brasileiros viam as condições de permanência no país insustentáveis. Atualmente, no entanto, há uma tendência imigratória, tanto de retornos desses conterrâneos quanto de outros povos que, em virtude da conjuntura mundial caótica, veem na primeira letra doa BRIAS uma nova pagina em suas vidas. Contudo, os gargalos se mantém e essa nova onda migratória acentua-os, aumentando o superpovoamento relativo do país. Como solucionar essa questão?

Nosso país, ainda não acostumado com a situação, tem tomado medidas bastantes brandas e acolhedoras, visando legalizar muitos dos imigrantes, mas ao mesmo tempo negligentes. Ao adotar essa postura, a diplomacia brasileira demonstra-se permeável a entrada dos mesmos, mas não cria uma infraestrutura para receber essas pessoas como quando no século XLX, na expansão cafeeira. De fato, esses recém-chegados são deixados a mercê de si mesmos e passam a disputar a já escassa disponibilidade de recursos, principalmente nas metrópoles nacionais.

Como consequência, surgem tensões externos e internos. A formação de fronteiras problemas, presentes no Norte e centro Oeste, demandam a mobilização do exército para o controle dos conflitos e do corpo diplomático brasileiro para dialogar com os outros países. Internamente, ocorre inchaço urbano e, como muitos desses imigrantes não são qualificados, o aumento do trabalho informal e da marginalidade, formando até redes de tráfico e de prostituição, e no futuro a formação de sociedades paralelas a nossa, os guetos. Isso cria uma crise interna para a população autóctone que com uma postura que amparasse seu povo, o governo poderia evitar, mas não o faz.

Apesar desses fenômenos, essa onde tem trazido, principalmente da Europa, que está em crise, mão de obra bastante qualificada para trabalhar nas grandes empresas nacionais e transnacionais no país. Esse acontecimento, porém, não é bom para o empregado brasileiro e nem para seu governo, pois aumenta-se assim uma concorrência desnecessária, uma vez que, primeiramente, o estado deve zelar por seu cidadão. Com isso, agrava-se a perspectiva negativa no âmbito social do país sobre o futuro “Brasil”.

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Tendo esse quadro cada vez mais presente, o Brasil precisa frear essa crescente imigração em prol de sua sociedade. De modo que evitasse tensões futuras de caráter xenofóbico. Além disso, precisamos realmente integrar os imigrantes para serem cidadãos, e não estorvo social. Para tanto, deve-se criar cotas máximas de imigrantes no trabalho e procurar regularizar e encaminhar para serviços dignos os que não possuem qualificação laboral, auxiliando-os através de uma “bolsa de reiniciarão”. Assim, protegeremos nosso povo, mas ao mesmo tempo mostraremos que o Brasil pode, e deve ser, o país de todos.


Exemplos de redação do ENEM 2011. Tema: “Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado”

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13-  Por: Isabela Carvalho Leme Vieira da Cruz – Rio de Janeiro

O fim do Grande Irmão

Câmeras que gravam qualquer movimento, telas transmitindo notícias a todo minuto, o Estado e a mídia controlando os cidadãos. O mundo idealizado por George Orwell em seu romance 1984, onde aparelhos denominados teletelas controlam os habitantes de Oceania vem se tornando realidade. Com a televisão e, principalmente, a internet, somos influenciados – para não dizer manipulados – todos os dias.

Tal influência ocorre, majoritariamente, através da mídia e da propaganda. Com elas, padrões de vida são disseminados a uma velocidade assombrosa, fazendo a sociedade, muitas vezes privada de consciência crítica, absorvê-los e incorporá-los como ideais próprios. Desse modo, deixamos de ter opinião particular para seguir os modelos ditados pelo computador, acreditando no que foi publicado, sem o devido questionamento da veracidade dos fatos apresentados.

Com isso, as novas redes sociais, surgidas nesse início do século XXI, se tornam os principais vetores da alienação cultural e social da população, uma vez que todos possuem um perfil virtual com acesso imensurável a todo o tipo de informações. Por isso, diversas empresas e personalidades se valem da criação de perfis próprios, atraindo diversos seguidores, aos quais impõe sua maneira de agir e pensar. Esses usuários, então, se tornam mais vulneráveis e suscetíveis à manipulação virtual .

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Outro ponto negativo dessas redes, como o Facebook e o Twitter, é o fato de todo o conteúdo publicado ficar armazenado na internet, permitindo a determinação do perfil dos usuários e a escolha da melhor maneira midiática de agir para conquistá-los. Além disso, o uso indiscriminado de tais perfis possibilita a veiculação de imagens ou arquivos difamadores, servindo como ferramenta política e social para aumentar a credibilidade de determinadas personalidades, como ocorre com Hugo Chaves em sua ditadura na Venezuela e comprometendo outras, com falsas denúncias, por exemplo.

Diante disso, é necessária a aplicação de medidas visando a um maior controle da internet. A implantação, na grade escolar brasileira, do estudo dessas novas tecnologias de informação, incluindo as redes sociais, e a, consequente, formação crítica dos brasileiros, seria um bom começo. Só assim, poderemos negar as previsões feitas por George Orwell e ter um futuro livre do controle e da alienação.


 

14-  Por: Mary Clea Ziu Lem Gun – São Paulo

Cidadania virtual

Assistimos hoje ao fenômeno da expansão das redes sociais no mundo virtual , um crescimento que ganha atenção por sua alta velocidade de propagação, trazendo como consequência, diferentes impactos para o nosso cotidiano. Assim, faz-se necessário um cuidado, uma cautelosa discussão a fim de encarar essa nova realidade com uma postura crítica e cidadã para então desfrutarmos dos benefícios que a globalização dos meios de comunicação pode nos oferecer.

A internet nos abre uma ampla porta de acesso aos mais variados fatos, verbetes, imagens, sons, gráficos etc. Um universo de informações de forma veloz e prática permitindo que cada vez mais pessoas, de diferentes partes do mundo, diversas idades e das mais variadas classes sociais, possam se conectar e fazer parte da grande rede virtual que integra nossa sociedade globalizada. Dentro desse contexto as redes sociais simbolizam de forma eficiente e sintética como é o conviver no século XXI, como se estabelecem as relações sociais dentro da nossa sociedade pós-industrial , fortemente integrada ao mundo virtual .

 

Toda a comodidade que a rede virtual nos oferece é, no entanto, acompanhada pelo desafio de ponderar aquilo que se publica na internet, ficando evidente a instabilidade que existe na tênue linha entre o público e o privado. Afinal , a internet se constitui também como um ambiente social que à primeira vista pode trazer a falsa ideia de assegurar o anonimato. A fragilidade dessa suposição se dá na medida em que causas originadas no meio virtual podem sim trazer consequências para o mundo real. Crimes virtuais, processos jurídicos, disseminação de ideias, organização de manifestações são apenas alguns exemplos da integração que se faz entre o real e o virtual.

Para um bom uso da internet sem cair nas armadilhas que esse meio pode eventualmente nos apresentar, é necessária a construção da criticidade, o bom senso entre os usuários da rede, uma verdadeira educação capaz de estabelecer um equilíbrio entre os dois mundos, o real e o virtual . É papel de educar tanto das famílias, dos professores como da sociedade como um todo, só assim estaremos exercendo de forma plena nossa cidadania.


 

15-  Por: Manuela Marques Batista – Rio de Janeiro

Quinze minutos de fama (ou a eternidade)

Estar em todos os lugares sem sair de casa, acesso rápido às informações e contato com as pessoas em frações de segundo: são algumas das maravilhas do mundo moderno. Porém é preciso cuidado ao lidar com tamanha facilidade de interação. Falta de privacidade, demasiada exposição individual e até mesmo a perda de personalidade, são fatores que andam na contra-mão da progressiva internet.

Fazer parte de uma rede social hoje é, além de ferramenta de comunicação, possibilidade de usar a web à seu favor, personalizando-a e adequando-a as suas necessidades e preferências. Não raro acontecem exageros na hora de expor detalhes sobre a vida, o que representa sério risco, visto que a internet é um meio público, de fácil acesso e manipulação de dados. Sem autorização, é frequente o número de meninas que se vê em fotos de sites pornográficos.

Ainda no contexto de exposição individual , há outra vertente: a falta de privacidade. Embora todos queiram seus “quinze minutos de fama”, esse tempo se torna incontrolável quando há minúcias sobre a vida pessoal disposta na rede. Passivo de críticas, preconceito e do tão famoso “bullyng”, está quem perde o controle de suas informações, além de o problema extravasar da vida digital para a vida real.

Para os jovens, a maior dificuldade parece ser discernir o real do literário. Ainda em formação moral, muitos deles assimilam as piadas e idéias alheias como suas, sem prévia crítica. Acontecem assim, sem que haja controle, disseminações de brincadeiras de mau gosto, de padrões comportamentais prejudiciais, muitas vezes, à vida e sociedade e à construção de sua personalidade.

Diante das inúmeras discussões comportamentais que a nova era digital propicia, é preciso repensar e nortear as ações individuais para que se mantenha agradável e saudável a vivência coletiva. Órgãos públicos, agentes de educação e família devem trabalhar na disseminação de informações sobre a vida online. Nesse sentido, será possível percebê-la como qualquer outro ambiente social, que implica respeito e reconhecimento de limites pessoais.


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Um grande abraço e até a próxima…

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Sobre o autor

É profissional de Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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