Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?    
Redação para o ENEM

Quando a Redação Para O ENEM é o assunto, muitas fábulas surgem sobre os critérios de avaliação das competências.

Embora esteja tudo bem detalhado no manual do candidato, produzido pelo INEP, parece que algumas pessoas, ao ler, vêem miragens como se estivessem com sede no meio do deserto.

É comum eu receber perguntas das mais descabidas a respeito do que realmente é cobrado na redação para o ENEM.

Com o objetivo de elucidar de vez esse mistério, este artigo vai mostrar quais são as mentiras que te contaram, até hoje, sobre o assunto.

Você também ficará sabendo, em profundidade, o que realmente é cobrado em cada competência, com exemplos, pra nunca mais ser enganado.

Fique comigo e saiba tudo sobre o que você precisa realmente apresentar na sua redação.

Competência 1: apresentar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

Redação para o ENEM

Traduzindo, essa competência exige a aplicação das regras gramaticais e da linguagem correta no texto.

O maior mito sobre esta competência é o de que, se você cometer um erro, será tirado pontos na avaliação.

Se você ainda acha isso, então veja os trechos de uma mesma redação nota 1000 do ENEM 2015:

A crença na subalternidade femina é construída socialmente.

 

Ao poder público, cabe instituir a obrigatoriedade de participação masculina em fóruns,…

No primeiro, há um desvio ortográfico e, no segundo, um termo essencial da oração é separado erroneamente por vírgula.

Essa dissertação tirou nota 1000, porém, porque apresentou erros isolados, de modo que eles não se repetiram no decorrer do texto.

No próprio critério pra atingir a nota máxima desta competência está descrito essa situação no manual do INEP:

Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.

Àqueles que acham injusta essa medida até hoje, pense em quantos erros você pode cometer pelo descuido que o nervosismo naturalmente ocasiona mesmo conhecendo as normas.

Bom, se isso pode, então vamos ao que realmente não pode. Vejamos também os principais tópicos de gramática que são observados na redação para o ENEM:

Linguagem na redação para o ENEM

Redação para o ENEM

Você deve saber que a fala é bem diferente da escrita. Ela caracteriza-se como um registro oral, que nunca segue à risca as normas gramaticais.

Por isso, “a forma como se fala”, na redação para o ENEM, deve ser evitada assim como palavras usadas exclusivamente em determinadas regiões, como: “piá”, “gurizada”, “avexado” etc.

A única forma aceita é a norma padrão da Língua Portuguesa na redação para o ENEM, que exclui regionalismos, estrangeirismos, oralidade entre outros.

Precisão Vocabular

Redação para o ENEM

Quanto à precisão vocabular na redação para o ENEM, de cuja falta recorrente no texto é sujeita a desconto de pontos, deve-se haver um cuidado na escolha das palavras, principalmente no uso de sinônimos.

Leia também:
18 Coisas Que Só Um Imbecil Faria em Uma Redação Dissertativa

Usamos sinônimos em um texto a fim de não nos tornarmos repetitivos. No entanto temos de ter ciência de que, ao fazer isso, estamos usando palavras semelhantes, e nunca iguais.

O que isso quer dizer exatamente? Quer dizer que, dependendo do contexto, sinônimos podem ser usados sem perda significativa de sentido.

Mas há, porém, casos em que usar sinônimos compromete o sentido do texto. Por isso, as trocas de palavras em um texto devem ser cuidadosas.

Vou citar dois exemplos, um com perda de significado e outro sem:

Uma investigação cheia de detalhes foi realizada sobre o crime, mas os pormenores só serão divulgados quando a policia autorizar.

 

Assim que saiu do shopping, a moça foi roubada. O furto deu-se lá pelas dez da noite.

No exemplo 1, as duas palavras empregadas, “detalhe” e “pormenor”, têm basicamente o mesmo sentido sem prejuízos pra interpretação.

Já no 2, o sentido ficou altamente comprometido, porque, embora sinônimas, há uma diferenciação entre as palavras “roubo” e “furto”.

A primeira tem o significado de subtração do bem alheio com uso de ameaça ou violência, enquanto a segunda, traz a ideia de subtração sem uso de violência ou ameaça.

Então, na interpretação da frase, é impossível saber se houve ou não atitude agressiva por parte do ladrão.

Concordâncias e regências

Redação para o ENEM

a)  Concordância nominal

A concordância inadequada pode, além de tudo, mudar o sentido do que se pretende transmitir. Se você disser:

Meu filho ria do palhaço, com seus  sapatos e gargalhadas exageradas.

Embora a frase esteja correta, pode ser interpretada como: a única coisa que é exagerada são as gargalhadas.

Se, ao contrário, usar “exagerados”, os sapatos e as gargalhadas parecerão exagerados.

b)  Concordância verbal

Quando desobedecida, o sentido do texto também pode ser afetado:

Nós somos um pronome. ×

× O correto: “Nós é um pronome”. Nesse caso, a concordância segue a ideia de singular do sujeito e nunca o seu plural.

c)  Regência nominal e verbal

Também pode haver mudança de sentido se mal empregada:

Palestra sobre incêndio / Palestra com o médico.

 

Do orfanato, assisti a dois meninos.

Na primeira, se forem trocadas as preposições que completam o termo “palestra”, o sentido muda:

Palestra com incêndio / Palestra sobre o médico.

Na segunda, o sentido é que vi os meninos do orfanato; caso seja empregado sem a preposição a, passa a significar que cuidei dos dois meninos que vieram do orfanato.

Pontuação, colocação de pronomes oblíquos e divisão silábica

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d)  Pontuação

A pontuação dita o ritmo, a entonação, a divisão da frase e mexe no sentido:

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, sairia correndo à sua procura / Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher sairia correndo à sua procura.

➡ Se quiser saber tudo sobre o uso correto da vírgula, leia este artigo aqui!

e)  Colocação de pronomes oblíquos

Os pronomes oblíquos são usados como objetos na oração, completando os verbos. A colocação incorreta× causa uma sensação desagradável na pronúncia:

A empregada não tem ajudado-me como deveria. ×

Correto:

A empregada não tem me ajudado como deveria ou A empregada não me tem ajudado como deveria.

f)  Divisão silábica

Apesar de desprezado, o conhecimento das regras da divisão é importante tanto pra acentuação das sílabas como pra separação delas na mudança de linha.

Flexão de nomes e verbos

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g)  Flexão de nomes

É a alteração sofrida pelos nomes (substantivo, adjetivo, pronome, advérbio etc.) em função do gênero, número e grau.

Leia também:
Como Fazer Redações Incríveis Usando Diferentes Tipos de Textos

Também, nesse caso, se for mal empregada, o sentido sai prejudicado:

Porta meio aberta / Porta meia aberta.

No primeiro caso, “meio” é advérbio e significa “um pouco”; no segundo, significa metade e tem de ser flexionado de acordo com o sujeito “porta”.

h)  Flexão de verbos

É a conjugação, que considera pessoa, número, tempo e modo. Como nos demais casos, o mau emprego traz prejuízos ao sentido:

Ela pôde ser melhor / Ela pode ser melhor.

No primeiro caso já aconteceu, no segundo está acontecendo.

Grafia das palavras, acentuação e iniciais maiúsculas

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Pede-se aqui a correta grafia das palavras, acentuação e utilização de letras maiúsculas.

Qualquer das três que for usada de forma inadequada também poderá provocar danos ao que se quer realmente exprimir. Vejamos:

i)  Grafia:

Deputado corrupto foi caçado no interior de Porto Alegre.

Com o termo “caçado” com ç, o significado é que deputado estava em fuga; já se o termo empregado fosse “cassado”, com ss, o sentido seria “retirado do cargo”.

j)  Acentuação

Seguem duas orações com sentidos diferentes, dados pela forma de acentuação:

A baba da criança caiu. / A babá da criança caiu.

k)  Iniciais maiúsculas

Seguem duas orações com sentidos diferentes, dados pelo uso das letras maiúscula e minúsculas:

O japonês gosta de sua terra. / O japonês gosta de sua Terra.

Na primeira, o sentido é terreno; na segunda, pátria.

 

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Competência 2: desenvolver o tema proposto em uma redação dissertativo-argumentativa

Redação para o ENEM

A maior mentira contada sobre a competência 2 da redação para o ENEM é a de que você tem de sair obrigatoriamente citando filósofos, períodos históricos, conceitos de física etc.

Essas informações só são relevantes se contribuírem pra sua argumentação; do contrário, tornam-se um corpo estranho imprestável no texto.

A confirmação dessa informação está na descrição do que é necessário pra atingir a nota máxima nessa competência:

Desenvolver o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural PRODUTIVO…

“Produtivo” quer dizer que some algo relevante à discussão, jamais que divida ou subtraia…

A questão de “aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento” acabou sendo distorcida e deu no que deu.

Pense comigo: na criação de um argumento, você precisa usar as chamadas estratégias argumentativas pra dar embasamento a ele.

Ao usar essas estratégias, você terá que se servir, quase sempre, de conhecimentos de diferentes áreas do conhecimento.

Então, usar esses conhecimentos é algo que complementa a competência, mas não é a tônica dela. A base é o perfeito entendimento do tema e o domínio da modalidade dissertativa.

Desenvolvimento do tema proposto

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A primeira coisa que você precisa fazer, estando diante da proposta de redação para o ENEM, é diferenciar o assunto, que é mais amplo, dos temas de redação.

Um assunto pode gerar muitos temas. Exemplo: o assunto “corrupção” pode gerar temas como:

A corrupção estatizada é favorecida pelo sistema democrático ou A corrupção como dilapidadora da riqueza de um país.

É possível formular centenas de temas a partir de um assunto.

No caso do primeiro exemplo, se você abordar o assunto corrupção de uma forma geral, sem a relacionar ao Estado e ao sistema democrático, você tangenciará o tema, isto é, cometerá uma fuga parcial, o que provoca redução da nota.

De igual modo ocorrerá se você abordar a corrupção do Estado e deixar de abordar o favorecimento do roubo pelo sistema político.

Já em se tratando de fuga total do tema, que resulta em anulação, seria o equivalente a abordar o sistema democrático e deixar de tratar da corrupção, que é o assunto do tema.

Ou tratar de qualquer outro assunto que não tenha nenhuma relação com a corrupção.

Domínio da modalidade dissertativo-argumentativa

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Outro mito sobre atender a modalidade dissertativa da redação para o ENEM é acreditar que o texto precisa ser inteiramente dissertativo.

Se você fizer uma introdução diferenciada, com um trecho narrativo ou descritivo, não há problema nenhum.

Mas muita gente evita, ou porque alguém disse que era proibido, ou porque nem sabem que pode, ou porque tem medo mesmo.

Mas o próprio manual do candidato descreve que, pro texto deixar de atender a modalidade dissertativa, ele tem de estar “PREDOMINANTEMENTE fora do padrão dissertativo-argumentativo”.

➡ Inclusive, se você quiser ver formas criativas de fazer introduções, leia este artigo aqui!

O que você deve evitar é a dissertação expositiva, isto é, sem apresentar argumentos que tenham por finalidade convencer o leitor sobre o seu ponto de vista.

Eles só terão esse efeito se forem acompanhados das estratégias argumentativas, elementos usados com o intuito de fundamentar o argumento.

➡ Pra ver como utilizar essas estratégias, leia este artigo aqui, no qual exemplifico, de forma prática, como fazer uma dissertação do zero e em poucos minutos.

Competência 3: Construir argumentos coerentes em defesa de um ponto de vista

Redação para o ENEM

O maior mito propagado a respeito desta competência da redação para o ENEM é o de que as informações lançadas no seu texto podem ser inventadas, que não tem problema.

No manual do candidato está escrito, em bom português, que a sua redação precisa apresentar “congruência entre as informações do texto e a realidade”.

Significa que não basta mostrar que sabe estruturar um bom argumento, mas que precisam conter informações incontestáveis.

A maior diferença entre esta competência e a anterior é que a segunda mostra o que fazer, enquanto esta, como fazer.

Em outras palavras, a segunda avalia se os argumentos foram construídos e se possuem embasamento; esta, se eles têm coerência com o tema.

E, pra ter coerência, precisam:

  • ser compreendidos inteiramente
  • ser aceitos como reais, como algo que faça sentido, ainda que o leitor do seu texto descorde deles.

Outra questão que é levada em conta nesta competência é se as frases construídas por você são meras repetições de ideias que você leu por aí, inclusive dos textos motivadores, ou se são suas mesmo.

Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Redação para o ENEM

Há duas grandes inverdades, muito faladas, a respeito desta competência da redação para o ENEM:

  1. É preciso haver conectivos pra que haja coesão
  2. Não se pode repetir nenhuma palavra no texto.

As ideias podem ser construídas de tal maneira que uma oração ou parágrafo não necessite necessariamente de um termo conectivo fazendo a ligação entre ele e o anterior. Veja:

O desenho animado sobre uma família de porcos falantes […] aumentou o lucro de uma série de marcas que se utilizaram do encantamento infantil para impulsionar a venda de produtos relacionados ao tema. Peppa é apenas mais um exemplo do poder que a publicidade exerce sobre as crianças.

Perceba que entre o primeiro período e o segundo está subtendido o conectivo “Por isso,”.

Achar que não se pode repetir nenhuma palavra é outro erro. Deve-se evitar a repetição de termos no mesmo período ou no seguinte.

Esta competência trata da forma como os períodos e parágrafos serão interligados. Deve haver uma conexão entre eles tal que promova uma relação lógica de sentido.

Se, por outro lado, forem adicionados esses recursos, porém incorretamente, a relação lógica não ocorrerá e o texto ficará incoerente.

Se quiser que o seu texto fique coeso, os seguintes mecanismos de coesão podem ser usados:

Conectivos

a)  Interligação de orações, períodos e parágrafos por conectivos:

Joaquim passou a faltar nas aulas, porque sofreu perseguição dos alunos da oitava série.

O conectivo “porque”, uniu as duas orações “passou a faltar nas aulas” e “sofreu perseguições…”, mostrando uma relação de consequência e causa.

Pronomes, advérbios e artigos

b)  Substituição de termos e expressões por pronomes:

Osvaldo queria fazer um curso para aprimorar seus conhecimentos. Ele mesmo propôs isso a seu chefe.

c)  Substituição de termos e expressões por advérbios:

As chamadas Torres Gêmeas ruíram. Foi que começou a guerra ao terrorismo.

d)  Substituição de termos e expressões por artigos:

Os operários paralisaram as atividades. Uns foram vistos depredando a fábrica.

Sinônimos e antônimos

e)  Substituição de termos e expressões por sinônimos:

Robôs já fazem quase todas as atividades cotidianas. Só resta agora aos androides pensar.

f)  Substituição de termos e expressões por antônimos:

Manhã fria e nada ensolarada, aquela. Não me lembro de uma manhã tão nublada.

g)  Substituição de termos e expressões por hipônimos:

Fui tomar o café da manhã, mas como estava atrasado, comi o meu pão rapidamente.

h)  Substituição de termos e expressões por hiperônimos:

Lírio! Essa é minha flor predileta.

Expressões

i)  Substituição de termos e expressões por expressões resumitivas:

Amo as letras mais do que a mim mesmo. Com efeito, boa parte desse amor deve-se aos grandes mestres que tive.

A expressão resumitiva “desse amor” retoma o amor mencionado na primeira oração, já considerando a existência dele.

j)  Substituição de termos e expressões por expressões metafóricas:

Minha noiva disse ‘sim’ no altar. Agora a princesa eleita do meu coração é minha esposa.

A expressão metafórica “a princesa eleita do meu coração” refere-se a “minha noiva”, comparando-a a uma princesa por quem o indivíduo da frase apaixonou-se.

k)  Substituição de termos e expressões por expressões metadiscursivas:

Fizemos mil quilômetros em um dia, ou seja, metade do percurso.

O termo “mil quilômetros” foi retomado e esclarecido com a expressão metadiscursiva “metade do percurso”.

Elipses e organizadores textuais

l)  Uso de elipse:

Cinquenta e tantos anos, e o que tenho? No corpo, cicatrizes; na conta bancária, nada.

Elipse do verbo “ter”.

m)  Uso de organizadores textuais:

Em um primeiro momento, quis ser fuzileiro naval; depois arquivista; por fim, conformei-me com um modesto cargo de zelador na periferia.

Os organizadores textuais sublinhados colocaram uma ordem às frases, mostrando uma sequência.

Competência 5: elaborar proposta de intervenção para o problema abordado

Redação para o ENEM

A maior bobagem sobre proposta de intervenção social que eu já ouvi é de que se pode levar sugestões já prontas pra redação.

Isso não é possível, pois o próprio manual de candidato determina que ela seja “relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto”.

Em outras palavras, isso só seria possível se a pessoa levasse a redação inteira já pronta, já tendo adivinhado o tema.

Outra asneira muito divulgada é que só é permitido fazer a proposta na conclusão; não há nada no manual que estabeleça isso.

Na última competência exigida pela redação para o ENEM, você deverá formular uma solução pro problema sugerido na proposta.

Ela terá de estar em concordância com os argumentos que você apresentou no texto.

O que nela será avaliado diretamente é:

  • Relação com o tema
  • Relação com os argumentos apresentados no texto
  • Os detalhes de como a realizar.

Não se esquecendo, no entanto, de que ela deve respeitar os direitos humanos, que considera a igualdade entre os seres humanos.

É proibido, dessa forma, propor algo que manifeste uma superioridade em virtude de raça, credo, opções política, sexual etc.

Atenção: o que pode invalidar a redação para o ENEM

Redação para o ENEM

A redação para o ENEM passa por, no mínimo, dois corretores; se houver discordância entre as notas de ambos, pode passar por um terceiro e até por uma banca.

A primeira dica é evitar atitudes como estas descritas abaixo, que anulam a sua prova:

  • Fuga total do tema: ainda que você faça um texto esplendoroso, mas sem tratar do tema proposto, a nota será 0.
  • Deixar de realizar uma redação dissertativo-argumentativa: se você fizer o melhor texto da sua vida, mas que não seja dissertativo-argumentativo será anulada.
  • Escrever uma dissertação com até 7 linhas: será desconsiderada, pois tem de ter a partir de 8.

E atenção: se você transcrever alguma parte dos textos motivadores na sua redação, as linhas que contiverem essa citação não serão consideradas pra efeito numérico.

Já o título, por ser opcional, entra na contagem de linhas.

  • Fazer algum texto paralelo que não tenha relação com o assunto ou fazer algum tipo de desenho: em primeiro lugar, se é uma redação, você tem de defender as suas ideias com texto e NUNCA com desenhos.

Em segundo, se é um texto, pressupõe-se que você fará uma unidade linguística, não um monte de retalhos verbais.

Logo, nunca se pode “abrir um parêntese” pra falar sobre qualquer outro assunto que esteja desconectado do tema.

  • Escrever algum tipo de ofensa, sobretudo aos direitos humanos: qualquer tipo de ofensa ou discriminação será fatal pra sua dissertação.

As ideias devem ser isentas de todo o tipo de ódio ou preconceito.

  • Entregar a folha de redação em branco: mesmo que você faça-a no rascunho, não vai servir.

Além disso, se passar pra folha de redação a lápis, também será anulada.

Últimas palavras…

Redação para o ENEM

Nós vimos, neste artigo, as fantasias que foram criadas ao longo desses anos de ENEM e que são proclamadas até hoje por falta de informação de muita gente.

Também vimos, em detalhes, o que exige cada competência de avaliação da redação para o ENEM:

  1. Apresentar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa
  2. Desenvolver o tema proposto em uma redação dissertativo-argumentativa
  3. Construir argumentos coerentes em defesa de um ponto de vista
  4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
  5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado.

Somado a isso, também foi esclarecido quais os erros (fatais) que, se cometidos, provocam a atribuição automática da nota zero.

➡ Se quiser ver todos esses critérios analisados detalhadamente em uma redação que foi nota 1000 no ENEM, clique aqui!

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Um grande abraço!

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Sobre o autor

É profissional de Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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