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Redação sobre racismo 1:

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Igualdade a partir da mentalidade

No romance Macunaíma, o irmão do herói, ao ver que ele ficara branco quando tinha pulado em uma poça de água milagrosa, faz o mesmo e o máximo que consegue é ficar com cor de bronze. Assim que constata o “insucesso” do irmão, ele exorta-o dizendo que é melhor ficar fanho do que sem nariz, usando uma metáfora para dizer que é melhor ficar com essa cor do que continuar negro. No Brasil real, fora do tablado da ficção, percebe-se uma mentalidade semelhante, não de hoje, no que se refere à autovalorização da própria raça.

Em episódios como o ocorrido há alguns anos, quando em um jogo de futebol o jogador brasileiro Grafite foi alvo de injúria racial de um jogador argentino, tendo feito uma queixa e retirando-a logo em seguida, percebe-se que a punição a esse tipo de crime não é eficaz porque o direito fundamental à igualdade não é exercido, colaborando assim para o apequenamento do delito e para a perpetuação de uma relação superioridade versus inferioridade. O mesmo ocorre quando alguém que é negro faz vista grossa às piadas e apelidos preconceituosos vindos dos próprios amigos.

Esse comportamento é ainda mais desastroso em uma nação onde os negros têm menos oportunidades sociais do que a população branca, ainda que sendo a maioria, situação classificada por muitos como um apartheid social; fazendo menção ao cruel regime estabelecido na África do Sul, que teve como opositor Nelson Mandela. Para se ter uma ideia, dados do IBGE apontam para um índice de analfabetismo três vezes maior dos negros em comparação com os brancos, entre outros números que mostram favorecimento destes.

 

Conscientização dos direitos e deveres de cada cidadão e valorização da cultura negra, visando não só os adultos, mas também as crianças, que é onde tudo começa, são caminhos para inverter essa visão de inferiorização do indivíduo a partir da raça. Somado a isso, políticas afirmativas específicas podem facultar um nivelamento racial que proporcione aos indivíduos menos favorecidos mais acesso a bens e direitos.

Mas não se pode dizer que essas medidas sejam eficazes se os crimes de injúria racial e de racismo não forem mais bem e severamente punidos. Dessa forma, jamais será possível que um indivíduo de pele negra que viva no Brasil tenha uma visão de si como participante de uma sociedade igualitária, se os tribunais continuarem a atribuir penas alternativas e brandas aos transgressores quando uma ação for levada a cabo.


 

Redação sobre racismo 2:

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Segregação oculta: o pior e mais capcioso crime

“O Homem Negro”, personagem da música da banda Inocentes, é aquele que nunca teve oportunidades sociais e econômicas; é aquele que fora escravo e que lutou para conquistar a sua liberdade, mas que, ao obtê-la, não foi remunerado decentemente, sendo impulsionado ao crime. A segregação que o personagem da canção sofreu e as dificuldades que encontrou por causa de sua cor, estão presentes até hoje no país apesar da lei, que tenta coibir na luz o que acontece na calada noturna.

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Os mais perversos casos de racismo são aqueles que se apresentam de uma forma velada; e o que é ainda mais perturbador é que quanto mais oculto, menos passível de punição é. Isso ocorre porque o discriminador, que é aquele que pratica o crime, ou se esconde atrás de uma situação que cria, ou o que comete acaba por não ser entendido como racismo, vindo a ficar impune. Foi o que aconteceu com o comediante Danilo Gentili há alguns anos, quando fez um comentário de cunho injurioso e não foi tido como discriminatório pelo Ministério Público Federal.

Esse tipo de delito tem um potencial mais destruidor porque leva o desprezo a alguém em virtude da cor; ou tira, muitas vezes, uma oportunidade das mãos dessa pessoa mesmo estando ela mais preparada para recebê-la, sem que fique sabendo por que razão na maior parte das vezes. Para verificar a validade desse comentário, é só ver nos tribunais brasileiros os inúmeros processos existentes de pessoas reclamando que foram preteridas no trabalho, sendo privadas de receber promoções ou mesmo de ingressar nas empresas por causa de sua raça ou etnia.

Uma medida provável para eliminar esse problema é a criação de um canal direto com multiplataforma, que viabilize a denúncia de forma rápida, com a possibilidade de anexar provas em vídeo, áudio ou imagens. A divulgação de uma campanha para adesão a essa forma de queixa também é indispensável para a eficácia do funcionamento. Não se esquecendo de que a intensificação da lei, ainda que resulte em prisão a réus primários, é fundamental para aumentar o controle.

Medidas punitivas como essas são importantes, mas de nada valerão se não houver a denúncia. Por razão tal, a vítima deve denunciar toda vez que se sentir lesada.


 

Redação sobre racismo 3:

 

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O racismo institucionalizado das cotas

Não bastasse o racismo no Brasil ser uma prática constante e criminosa, o Superior Tribunal Federal, ao não ver inconstitucionalidade no sistema de cotas raciais implantado nas universidades e concursos públicos, acabou por institucionalizá-lo. Embora seja essa uma maneira de dar oportunidades, ele não passa de mais uma forma oculta de discriminação.

Se o artigo quinto da constituição prega que todos são iguais perante a lei e uma instituição que pondera sobre a lei para tomar decisões valida tal sistema, a mensagem que o Estado transmite é que os negros não são iguais aos demais para a Autoridade. Além disso, a proposta do sistema, em si, inferioriza os negros, ao propor que eles não têm igual capacidade intelectual e de trabalho que os brancos para disputar as mesmas vagas de igual para igual. Tal mensagem, ainda que implícita, é muito nociva para os jovens negros, que têm suas mentes em formação, podendo trazer transtornos no quesito autoafirmação na vida adulta.

É preciso mencionar que o Projeto Genoma, nome dado ao mapeamento do código genético que foi realizado por cientistas do mundo todo há alguns anos, chegou à conclusão que as diferenças genéticas encontradas entre pessoas de diversas “raças” eram mínimas, o que não justificava assumir que exista uma diferenciação. Assim, observar critérios como esse para conceder algum benefício e não meramente o esforço pessoal, pode ser considerado uma forma de segregação.

Para piorar, esse conceito de cotas criou uma comiseração social que se espraiou para o ambiente cultural, fazendo com que muitos programas de televisão passassem a adicionar pessoas negras em seus elencos apenas para parecerem que são adeptas da diversidade, como no caso de programas como Big Brother, que trazem poucos negros por temporada, mas em uma proporção bem menor do que a das cotas. Se a discriminação não fosse uma realidade, por que nunca foi feito de forma inversa, com mais negros e menos brancos?

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Para reverter esse preconceito, é preciso que se estimulem ainda mais a abertura de cotas sociais, baseadas nas condições financeiras das pessoas e não na cor. Também é necessário que haja um combate à origem das desigualdades que existem entre as denominadas raças e etnias, que faz com que os negros tenham menos oportunidades e não se preparem adequadamente para disputar vagas; isso seria menos discriminatório do que tentar remediar o problema a partir das disparidades.

Entretanto, se as pessoas lesadas não se utilizarem dos recursos legais para dirimir qualquer sinal de segregação que dificulte o acesso ao estudo ou alguma outra posição que venha a disputar, de nada valerão essas medidas . Portanto, ao menor sinal de racismo, o melhor ainda é a denúncia.


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Redação sobre racismo 4:

 

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Cotas: ferramenta ineficaz, mas potencial

Racismo: mal que consiste na visão preconceituosa de quem desconsidera a raça ou etnia alheia; Brasil: grande nação que, mesmo após quase cento e trinta anos da Abolição da Escravatura, não consegue combater o preconceito racial . Nesse grande país, políticas afirmativas como a adoção de cotas raciais em universidades e em concursos públicos têm tentado derrotar o mal que o assola, contudo sem resultados admiráveis.

O ingresso de negros em vagas que eram de predomínio branco, é uma realidade e reduz as desigualdades, mas ainda são poucos os que galgam esses postos. Mesmo tendo mais posições assumidas do que no passado, o percentual de brancos nas universidades ainda é muito maior que o de negros. Isso contribui para que cresça a percepção de que ali é o espaço da elite branca dita privilegiada, fazendo perpetuar, assim, ainda mais o preconceito racial.

 

Há ainda outra questão que serve de obstáculo para a eliminação do preconceito: das vagas reservadas aos negros, nem todas são preenchidas, pois os candidatos não atingem a nota necessária para a classificação, de modo que as universidades, para não matricular jovens despreparados, não os aceitam. Consequentemente, no que diz respeito a crer em um sistema igualitário que permita que os negros tenham acesso à educação desde as bases, aumenta-se a frustração.

As cotas são um caminho, mas é necessário que tenham um percentual maior, que seja compatível com a proporção de negros na sociedade; se esta população atinge metade ou mais da metade do todo, as cotas raciais deveriam seguir o mesmo padrão. Outra possibilidade para combater o racismo com medidas que proporcionem mais oportunidades seria a concessão de bolsas de estudos aos negros em cursinhos pré-vestibulares.

Com efeito, é preciso não apenas o esforço do Governo através de políticas afirmativas como também dos pais, obrigando seus filhos a estudarem e denunciando toda forma de preconceito. Desse modo, daremos um passo mais efetivo no combate ao racismo e até de outras desigualdades.


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Referências:

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Sobre o autor

É profissional de Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

2 Comments

  1. Amei .
    Gente muito obrigada!
    Mim ajudou bastante 😘😘.

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